A energia solar é uma das protagonistas da transição energética, mas existe um fator pouco comentado: quanto maior a temperatura do painel, menor sua eficiência na conversão da luz em eletricidade.
Um dos principais problemas são os chamados “hot spots” (pontos quentes), causados por sombreamento parcial — folhas, sujeira, prédios ou outros obstáculos. Quando isso ocorre, uma célula do painel passa a funcionar como resistência elétrica, dissipando energia em forma de calor. Além da queda na produção, o superaquecimento pode gerar danos estruturais e até risco de incêndio.
Pesquisadores da Universidade Politécnica de Hong Kong (PolyU) desenvolveram uma solução simples e de baixo custo: um hidrogel inspirado no mecanismo de transpiração humana.
A tecnologia funciona assim:
À noite, o material absorve umidade do ar.
Durante o dia, com o aquecimento solar, a água evapora.
Esse processo remove calor da superfície do painel, reduzindo significativamente sua temperatura.
Nos testes realizados, o hidrogel reduziu os pontos de superaquecimento em até 16°C e aumentou a produção de energia em até 13%.
Além de melhorar o desempenho, o revestimento também contribui para:
Maior vida útil dos módulos
Menor impacto das variações térmicas
Efeito autolimpante contra poeira
Em ambientes urbanos, onde o sombreamento é inevitável, essa inovação pode representar um ganho técnico e econômico relevante. Segundo os pesquisadores, o aumento de eficiência pode proporcionar retorno do investimento em poucos anos, especialmente em regiões com alta irradiância — como o Brasil.
A evolução tecnológica no setor fotovoltaico reforça a importância de planejamento adequado e proteção estratégica para projetos de energia solar.
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